terça-feira, 1 de dezembro de 2009

PASSADO

Remexo o passado:
amasso papéisao lixo.
Desconsidero.
Ocorro sabersobre o nada.
Esconder em histórias
a fantasia do homem em glórias.

Remexo instantes e receio séculos
de ignorâncias.
Futuro atravessado
à passagem. Interrompo o andarilho
e o desconsidero como obstáculo.
Recrio o passado em inversões
necessárias à sobrevivência: sou
o personagem
e minha é a lástima.

Repasso atos reproduzidos
em cadáveres e me vejo
olhar aquém da importância.
Remexo o suficiente para me dizer perdido
em amizades: ouso esquecer a cena
dissolvida em homenagens.

Pedro Du Bois



PASSADO

Remexo o passado:
amasso papéisao lixo.
Desconsidero.
Ocorro sabersobre o nada.
Esconder em histórias
a fantasia do homem em glórias.

Remexo instantes e receio séculos
de ignorâncias.
Futuro atravessado
à passagem. Interrompo o andarilho
e o desconsidero como obstáculo.
Recrio o passado em inversões
necessárias à sobrevivência: sou
o personagem
e minha é a lástima.

Repasso atos reproduzidos
em cadáveres e me vejo
olhar aquém da importância.
Remexo o suficiente para me dizer perdido
em amizades: ouso esquecer a cena
dissolvida em homenagens.

Pedro Du Bois



sexta-feira, 27 de novembro de 2009

CRIAÇÃO




Não chore, não tenha medo. Suas lágrimas são apenas urina fétida para Minha latrina sedenta e seu medo apenas revigora Meu corpo.


Seu repugnante sorriso é o motivo do Meu. Quanto mais ouço seu riso, mais lhe cobiço, mais lhe desejo. Como é tolo e vão o seu sorriso. É um eco no oco. Seu tempo é todo e infinitamente Meu.

Assisto anonimamente cada segundo de sua pútrida vida, como quem assiste a uma novela das mais estúpidas, pois sua vida é Minha assim como são Meus os seus restos e é todo seu o Meu afago e o Meu deleite. Essas são as distintas partes concedidas a Mim e a você na parceria da Criação. Ele apenas pinta em cores sua vida que foi desenhada com negro carvão por Mim.

Sua vida é uma simples construção de tijolo sobre tijolo sem cimento. São pedacinhos que petisco com prazer orgásmico. O mesmo prazer que certamente não terás em Minha companhia.

Seu passado? Foi-me concedido inconscientemente de presente. Seu presente? Doce desmanchando paulatinamente em Minha boca. Seu futuro? Certamente Meu.

Veja como você está, é como sempre foi: pobre e ingênuo mortal em Minhas mãos desde seu surgimento. Cada ato seu foi meticulosamente ministrado por Mim. Mero fantoche. Meu domínio sobre você é assíduo e imperceptível.

Você sempre teve a ilusão dos seus seis sentidos e a pretensão de posse do sétimo. Eu sou o seu sétimo sentido, enquanto Ele benevolamente lhe concedeu seis. Como Ele é bondoso... Enfim, não pedirei desculpas por possuir a avareza como mais um de Meus infindos predicados...

Seus limitados seis sentidos não lhe levam a lugar algum, nem lhe fazem perceber ao menos o quanto você é inútil nesse mundo escrotamente sombrio camuflado aos seus olhos sob as mais diversas cores e flores.

Tudo é ilusório, como era pra você a Minha existência.

Você morre aos olhos dos mentecaptos e finalmente acorda para sua vil realidade, podre naco de carne.

Sonhar é bom... É tão bom que permiti que você sonhasse por quase infindo tempo, porém é chegada à hora de conhecer sua verdadeira origem e Seus dois Criadores (ninguém faz nada sozinho...) Um Deles você já conhece porque é intrometido demais para Meu gosto.

Mas agora, olhe para Mim. Olhe como o homem que você nunca foi.

Sinta meu cheiro. Inspira-o até o último sopro que lhe resta (este, mimo Meu, pacientemente reservado a você nesse momento). Ele arde suas narinas? Deixe-as queimarem...

Ouça atentamente a minha voz. Ouça-a. Você sempre quis tapar seus ouvidos a ela... Agora ouve... Ouve... Essa sim faz brotar saliva em tua boca, não?

Agora, venha até Mim. Aproxime-se. Estenda sua mão e peça-Me finalmente, e dessa vez a Mim, a clemência que não lhe será dada.

Muito prazer. Eu sou o teu outro Criador.



PAM ORBACAM

CRIAÇÃO




Não chore, não tenha medo. Suas lágrimas são apenas urina fétida para Minha latrina sedenta e seu medo apenas revigora Meu corpo.


Seu repugnante sorriso é o motivo do Meu. Quanto mais ouço seu riso, mais lhe cobiço, mais lhe desejo. Como é tolo e vão o seu sorriso. É um eco no oco. Seu tempo é todo e infinitamente Meu.

Assisto anonimamente cada segundo de sua pútrida vida, como quem assiste a uma novela das mais estúpidas, pois sua vida é Minha assim como são Meus os seus restos e é todo seu o Meu afago e o Meu deleite. Essas são as distintas partes concedidas a Mim e a você na parceria da Criação. Ele apenas pinta em cores sua vida que foi desenhada com negro carvão por Mim.

Sua vida é uma simples construção de tijolo sobre tijolo sem cimento. São pedacinhos que petisco com prazer orgásmico. O mesmo prazer que certamente não terás em Minha companhia.

Seu passado? Foi-me concedido inconscientemente de presente. Seu presente? Doce desmanchando paulatinamente em Minha boca. Seu futuro? Certamente Meu.

Veja como você está, é como sempre foi: pobre e ingênuo mortal em Minhas mãos desde seu surgimento. Cada ato seu foi meticulosamente ministrado por Mim. Mero fantoche. Meu domínio sobre você é assíduo e imperceptível.

Você sempre teve a ilusão dos seus seis sentidos e a pretensão de posse do sétimo. Eu sou o seu sétimo sentido, enquanto Ele benevolamente lhe concedeu seis. Como Ele é bondoso... Enfim, não pedirei desculpas por possuir a avareza como mais um de Meus infindos predicados...

Seus limitados seis sentidos não lhe levam a lugar algum, nem lhe fazem perceber ao menos o quanto você é inútil nesse mundo escrotamente sombrio camuflado aos seus olhos sob as mais diversas cores e flores.

Tudo é ilusório, como era pra você a Minha existência.

Você morre aos olhos dos mentecaptos e finalmente acorda para sua vil realidade, podre naco de carne.

Sonhar é bom... É tão bom que permiti que você sonhasse por quase infindo tempo, porém é chegada à hora de conhecer sua verdadeira origem e Seus dois Criadores (ninguém faz nada sozinho...) Um Deles você já conhece porque é intrometido demais para Meu gosto.

Mas agora, olhe para Mim. Olhe como o homem que você nunca foi.

Sinta meu cheiro. Inspira-o até o último sopro que lhe resta (este, mimo Meu, pacientemente reservado a você nesse momento). Ele arde suas narinas? Deixe-as queimarem...

Ouça atentamente a minha voz. Ouça-a. Você sempre quis tapar seus ouvidos a ela... Agora ouve... Ouve... Essa sim faz brotar saliva em tua boca, não?

Agora, venha até Mim. Aproxime-se. Estenda sua mão e peça-Me finalmente, e dessa vez a Mim, a clemência que não lhe será dada.

Muito prazer. Eu sou o teu outro Criador.



PAM ORBACAM

Sarau de Contação de Histórias

Andréa Nogueira convida:


Um Sarau de contação de histórias para todos que frequentam a UMAPAZ para uma confraternização e uma celebração das festividades de fim de ano. O sarau será aberto, sem a necessidade de inscrição prévia, para todos os interessados em ouvir e narrar histórias. Elas estimulam o desenvolvimento da afetividade, o raciocínio, a imaginação e a criatividade, além de incentivar a leitura e aproximação com o universo literário.

Queremos:
- Destacar histórias sobre as celebrações de fim de ano de diversos povos e que apresentem valores humanos como a Cultura de Paz, não-violência, igualdade, simplicidade, verdade, tolerância e convivência pacífica.
- Resgatar e cultivar valores universais, através das narrativas e da interação humana no ambiente da contação de histórias. Estimular a percepção e a reflexão sobre as relações na comunidade da vida e incentivar a cultura de paz.
O encontro será conduzido pelas parceiras da UMAPAZ, Irene Tanabe e Mª Cecília Martin Ferri, que também farão a abertura e o encerramento do sarau.
Serviço: Sarau de Contação de Histórias para A Celebração de Fim de Ano
Data: 04 de dezembro de 2009
Horário: 18h às 20h30
Locais: UMAPAZ – Av. IV Centenário, 1268 – Portão 7-A – Parque Ibirapuera
Participantes: 60
Facilitadoras: Irene Tanabe e Maria Cecília Martin Ferri
Coordenação: Márcia Amélia Moura e Maricy Montenegro
INSCRIÇÕES: com 15 minutos de antecedência para quem quiser assistir.
Quem quiser se apresentar contando uma história, chegar com 30 minutos de antecedência para colocar no nome na lista.

Sarau de Contação de Histórias

Andréa Nogueira convida:


Um Sarau de contação de histórias para todos que frequentam a UMAPAZ para uma confraternização e uma celebração das festividades de fim de ano. O sarau será aberto, sem a necessidade de inscrição prévia, para todos os interessados em ouvir e narrar histórias. Elas estimulam o desenvolvimento da afetividade, o raciocínio, a imaginação e a criatividade, além de incentivar a leitura e aproximação com o universo literário.

Queremos:
- Destacar histórias sobre as celebrações de fim de ano de diversos povos e que apresentem valores humanos como a Cultura de Paz, não-violência, igualdade, simplicidade, verdade, tolerância e convivência pacífica.
- Resgatar e cultivar valores universais, através das narrativas e da interação humana no ambiente da contação de histórias. Estimular a percepção e a reflexão sobre as relações na comunidade da vida e incentivar a cultura de paz.
O encontro será conduzido pelas parceiras da UMAPAZ, Irene Tanabe e Mª Cecília Martin Ferri, que também farão a abertura e o encerramento do sarau.
Serviço: Sarau de Contação de Histórias para A Celebração de Fim de Ano
Data: 04 de dezembro de 2009
Horário: 18h às 20h30
Locais: UMAPAZ – Av. IV Centenário, 1268 – Portão 7-A – Parque Ibirapuera
Participantes: 60
Facilitadoras: Irene Tanabe e Maria Cecília Martin Ferri
Coordenação: Márcia Amélia Moura e Maricy Montenegro
INSCRIÇÕES: com 15 minutos de antecedência para quem quiser assistir.
Quem quiser se apresentar contando uma história, chegar com 30 minutos de antecedência para colocar no nome na lista.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PACIÊNCIA




Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma


Até quando o corpo pede um pouco mais de alma

A vida não para



Enquanto o tempo acelera e pede pressa

Eu me recuso faço hora vou na valsa

A vida é tão rara



Enquanto todo mundo espera a cura do mal

E a loucura finge que isso tudo é normal

Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz

A gente espera do mundo e o mundo espera de nós



Um pouco mais de paciência

Será que é o tempo que lhe falta pra perceber

Será que temos esse tempo pra perder

E quem quer saber

A vida é tão rara



Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma

Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma

Eu sei, a vida não para



Será que é tempo que me falta pra perceber

Será que temos esse tempo pra perder

E quem quer saber

A vida é tão rara



Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede um pouco mais de alma

Eu sei,a vida não para