
sexta-feira, 29 de abril de 2011
INVERNO

quinta-feira, 28 de abril de 2011

teu mundo
teu segredo
quero fazer de voce minha
pele
perder você dentro de mim
me perder dentro de você.
FOCO

Ah! A vódega que ficou em Ilha Bela... Só mesmo essa vódega me faria entender o porque de um dia tão intrigante...
Passo por trás da Cris pra pegar um café, justamente pra não passar por trás do Cassi, que se transforma no Incrível Hulk quando está de cara colada na tela do note (medo).
Com o copinho cheio na mão, passo de novo por trás da Cris, que estática revisa um texto. Tema principal do texto: cu.
Não resisto e colo nela. Tenho que admitir, a danada é muito boa. Que texto/comentário provocante sobre um simples monossílabo. Cu. Assim mesmo, cu sem acento.
Distribuo pirulitos de páscoa para o povo. Pirulitos de penis (reforço que o penis está sem acento porque ainda não consegui descobrir o circunflexo no Mac). Ninguém quis, apenas a Cris, que escreveu sobre cu, e a Su, que timidamente riu e disse que não ia comer, ia lamber... Bem, o que ela faria com o penis de chocolate dela era um problema/solução pessoal dela. Eu não presenciei o ato.
Enfim...
...
Após um dia como tantos outros, totalmente desorganizado, atrapalhado (por culpa minha, lógico) consigo ler o texto erótico do Simka, que apesar de erótico, interessante, não continha cu. Mesmo assim, a devolutiva ficou pra amanhã, mesmo porque quando é dia de curso do Flávio a biblioteca apresenta certo movimento, o que me deixa muito feliz.
Consegui dar uma fugida pro curso. Queria ver mais de perto as pessoas que havia lido na última madrugada de insonia. Textos muito bons, peculiares. Meu objetivo principal ali hoje era olhar pra elas, percebe-las, senti-las. Teria alcançado meu objetivo com total exito se não me distraísse com os comentários curiosos do Cassi sobre as falas do Flávio (sou meio homem neste sentido. Não consigo me concentrar em duas coisas ao mesmo tempo). Destruída minha concentração no meu foco principal da noite, desisto e decido pegar um café e fumar.
No piso inferior, Lu, Freire, Cris, Cassi e eu iniciamos um processo natural de aproximação. assunto principal e relaxante que provocou o clima descontraído e tão necessário no cotidiano de trabalho: por incrível que pareça... cu.
Foi muuuito bom! Foi bom demais ver todos ali, juntos, falando, opinando e rindo sobre o cu e suas funções, dividindo intimidades sem pudores, defendendo teses anais.
Meu dia começou com cu e terminou com cu. Foi lindo, gostoso e estou muito feliz.
Meu dia não foi um cu. Nunca na vida pensei que um cu faria tanta diferença na minha vida, como fez hoje.
O cu tem lá suas importancias, pensa o que...
Ah!!! Reencontrei Alba Brito linda de viver e Recebi Ro com um abraço desvirtual desta vez, mas esses são assuntos pra posts individuais, que farei questão de escrever.
Hoje foi um dia de estar com gente do bem, rever gente amada e de aproximações.
Bem... tá certo que meu foco principal da noite que era a aproximação e observação do grupo do curso foi totalmente destruído e acabou por me deixar meio down no caminho de volta pra casa, afinal de contas, mais uma vez não consegui cumprir com o programado, mas por outro lado, terei tempo de sobra para reler os textos dos alunos e num próximo encontro observá-los mais atentamente, desta vez, sentada bem longe do Cassi.
Cassi, isso não é nada pessoal, aliás, seus comentários são sempre pertinentes e interessantes e de fato, voce nem sabia dos meus planos maquiavélicos para a noite, mas preciso de concentração no foco. Quem sabe não te convenço a fazer isso comigo? Seria muito bom... Poderíamos fazer juntos. Ler, discutir e acompanhar de perto. Observar (sei que voce é bom nisso) e fazer um paralelo entre as pessoas e suas palavras. Essa era a minha intenção. Ler aqueles textos despertou em mim essa curiosidade... Uma curiosidade intensa de descobrir mais sobre o que há por trás daqueles textos.
Psicose? Sei lá! Pode até ser, mas sedenta e neurótica que sou por natureza, não consigo me conter.
Bem. As margaridas não encontrei durante o dia, mas a noite pude sentir o cheiro delas, além da confirmação de que realmente existem anjos sem asas.
Vamo que vamo!
Pam Orbacam.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
CLITÓRIS MALDITO
terça-feira, 26 de abril de 2011
EU E MEUS FANTASMAS
Foi um momento

Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não?
Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido,
Mas tão de leve!...
Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há uma coisa
Incompreendida...
Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.
Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
RITUAL

A moça, tal qual felino, estira as garras em sinal de ataque, mostra os dentes e rosna. Mostra ataque desprovido de deselegancia. Roça o corpo macio com suavidade, demonstrando desejo. Pede a mão com a cabeça, fecha os olhos ao cafuné recebido. Não tem pressa, esfrega o corpo insinuante em forma de pedido e espera pelo agrado.
Ronrona em sinal de prazer.
A moça, de pele branca, macia e cheirosa inicia o ritual. Uma dança provocante, úmida e quente.
Nega a saliva da boca desenhada e sorri, tudo a seu tempo. Crava as unhas e os dentes porque pode. Com sexo teso dentro dá prosseguimento ao ritual, que queima, eleva e provoca extase.
De olhos semi abertos continua a dança. Oferece a boca e gruda a pele. É recebida em transe. O ritual mágico provoca secreções, cantos e encantos.
A moça, tal qual felino, tem hálito morno, gestos sensuais e insinuantes que levam ao ápice.
Movimentos involuntários, sorriso e olhar terno revelam o final do ritual.
Aroma de café. Gosto de café. Sensação letárgica.
Tal qual felino, terminado o ritual, descrava as unhas e dentes e só, volta pra almofada.
Pam Orbacam.
segunda-feira, 18 de abril de 2011

NARCISO
domingo, 17 de abril de 2011
ENCONTROS E DESENCONTROS

SEXTA-FEIRA A NOITE

Sexta-feira à noite
os homens acariciam o clitóris das esposas
com dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
contam dinheiro papéis documentos
e folheiam nas revistas
a vida dos seus ídolos.
Sexta-feira à noite
os homens penetram suas esposas
com tédio e pênis.
O mesmo tédio com que todos os dias
enfiam o carro na garagem
o dedo no nariz
e metem a mão no bolso
para coçar o saco.
Sexta-feira à noite
os homens ressonam de borco
enquanto as mulheres no escuro
encaram seu destino
e sonham com o príncipe encantado.
TATUAGEM INDÍGENA (Eu sou má... muito má...)

sábado, 16 de abril de 2011

É um costume de Portugal que se espalhou no Brasil. Há igualmente na Espanha, França, Bulgária, Romênia, Grécia, etc.
O aço amendronta os maus espíritos e fá-los fugir imediatamente de sua presença mágica.
A tesoura é, por vezes, substituída por uma faca, simples lâmina de aço, um pedaço de foice cegadeira, um punhal. O essencial é que o aço esteja à vista, a lâmina, desembainhada, ou a tesoura, de pontas abertas, em posição de cortar. As Bruxas, apavoradas, desaparecem como fumaça.
Para os espíritos malignos que andam à noite, as forças adversas, obscuras e poderosas, a lâmina de aço é um amuleto defensivo de poder irresistível.
A simplificação do uso, com o passar dos tempos, reduz a tesoura a uma única das pernas e a lâmina a uma agulha grande, de aço, reluzente. Bastará que a bruxa perceba um desses instrumentos, para deduzir que sua presença está sendo aguardada com uma recepção atrevida e feroz. E fugirá do alcance dessas ameaças. Daí, lógicamente, tornar-se suficiente uma tesoura, objeto caseiro, mas de possível agressão, uma lâmina de aço, isolada, para afastar a Bruxa.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Control Alt Del
quarta-feira, 13 de abril de 2011
TERMINAL

domingo, 10 de abril de 2011
MÃE

Demonios

sábado, 9 de abril de 2011
ESTETOSCÓPIO
Oculto,
em mim ausculto
um culto secreto
em meu peito.
Guilherme Salla
O PRIMEIRO FESTIVAL DIÁLOGOS COM A LITERATURA DA SERRA DA MANTIQUEIRA FOI UM BALDE DE ÁGUA LITERÁRIA NA MINHA CABEÇA, DE UMA VEZ SÓ. JOGADO PELAS COSTAS. SENTI ASSIM, MOLHADA, DEU FRIO E PARECE QUE ATÉ HOJE AINDA NÃO SEQUEI. GOSTOSO.
A SENSAÇÃO DE OVERDOSE CONTINUA PULSANDO NA VEIA E QUANDO LEIO A POESIA DE GUILHERME SALLA, O GOSTO DOS CALDOS QUENTES TOMADOS A NOITE NA SERRA ME VEM A BOCA, NA MEMÓRIA, AS CONVERSAS TABAGISTAS DA RODA DE FUMANTES.
HOJE O LINDO ESTETOSCÓPIO MÍOPE DE GUILHERME EMOLDURA MEU HUMILDE ESPAÇO.
AOS VIPS DO FESTIVAL, UM ESTALADO BEIJO SAUDOSO. QUE GRUPO DANADO DE BOM NÃO?
SERÁ QUE ESTE ANO SUBIREMOS A SERRA NOVAMENTE?
http://www.guisalla.wordpress.com
Um vício...
PAM
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Eu digo Adeus

quinta-feira, 7 de abril de 2011
CHEIRO

quarta-feira, 6 de abril de 2011
GLACIAIS
de perder os sentidos
e rasgar da memória as cores do teu vestido
a tarde sombria que cobria de somente sobras
eu enxergava da fresta daquela janela
o horizonte passando na minha porta feito um bonde
a esperança estirada, morta,
no azul da amplidão
são frios e são glaciais, os ventos da solidão
a noite rosnava sinistra na minha cabeça
não é possível que você esqueça
da minha língua feito um cabide
onde penduravas a tua boca
e esse encantamento trágico te deixavas louca
eu te achava puta, santa,
e ambas me tiravam do chão
são frios e são glaciais, os ventos da solidão.